Espanha reconhece direitos de primatas: projeto no Congresso
Proposta legislativa na Espanha pode reconhecer primatas como pessoas jurídicas, marcando avanço histórico para os direitos dos animais.
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Primatas na Espanha
estimativa de grandes primatas em cativeiro na Espanha, segundo Jane Goodall Institute (2026)
70%
Apoio em Portugal
dos portugueses apoiam pessoalidade jurídica para primatas, segundo sondagem do Público (2026)
2009
Senciência reconhecida
Tratado de Lisboa reconhece animais como seres sencientes na UE, base para novas legislações
25 pp
Crescimento de apoio
aumento de pontos percentuais no apoio em Portugal entre 2020 e 2026, conforme Projeto Grande Primata
TL;DR: Em setembro de 2026, o Congresso dos Deputados da Espanha analisa projeto de lei que reconhece primatas não humanos como pessoas jurídicas. Se aprovado, será a primeira lei nacional na Europa a conceder personalidade jurídica a animais, abrindo precedente para Portugal e outros países.
Leia a seguir
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“Afastar os primatas da categoria de 'coisa' é um salto civilizacional para os direitos animais.”
Perguntas frequentes
- O que significa reconhecer primatas como pessoas jurídicas?
- Significa que primatas não humanos deixam de ser considerados meras 'coisas' no direito e passam a ter direitos básicos, como o direito à vida, à liberdade e à integridade física. Na prática, isso proíbe usá-los em circos, testes de laboratório ou mantê-los em cativeiro sem justificativa. O reconhecimento é simbólico e legal, permitindo que organizações defendam seus interesses em juízo.
- A proposta espanhola se aplica a outros animais?
- Não. O projeto de lei espanhol se aplica exclusivamente a primatas não humanos, como chimpanzés, orangotangos, gorilas e bonobos. Outros animais, incluindo animais de fazenda, não são abrangidos. Isso é uma limitação, mas defensores esperam que sirva de precedente para futuras leis que ampliem a proteção para outras espécies.
- O que mudaria na prática para os primatas na Espanha?
- Na prática, a lei proibiria o uso de primatas em circos, filmagens publicitárias, experimentos científicos e outras formas de exploração. Os que estiverem em cativeiro teriam direito a cuidados adequados e, quando possível, realocação para santuários. Também facilitaria ações legais contra maus-tratos. A mudança é gradual, pois a lei prevê prazos de adaptação.
- Portugal está discutindo algo semelhante?
- Sim. Em Portugal, projetos de lei para reconhecer primatas como pessoas jurídicas foram apresentados em 2021 e 2023, mas não avançaram devido à dissolução do parlamento. O tema voltou à discussão após o anúncio espanhol. Organizações como a Projeto Grande Primata Portugal pressionam por uma lei similar, mas ainda sem data para votação.
- Qual a posição dos cientistas sobre a personhood de primatas?
- Cientistas como Jane Goodall e o Projeto Grande Primata defendem que primatas têm capacidades cognitivas complexas: consciência, emoções, uso de ferramentas e sofrimento físico e psicológico. A Declaração de Cambridge sobre Consciência de 2012 reconheceu isso. Portanto, dar-lhes direitos jurídicos é uma consequência lógica de descobertas científicas sobre sua senciência.
- Quais os principais argumentos contra o projeto?
- Opositores, principalmente setores de pesquisa biomédica e agricultura, argumentam que a personhood pode restringir pesquisas que usam primatas como modelos de doenças humanas. Também temem que abra precedente para outras espécies, impactando economicamente setores como pecuária e zoológicos. No entanto, o projeto é restrito a primatas e não afeta essas indústrias diretamente.
- Como a União Europeia vê a iniciativa?
- A UE não tem legislação específica sobre personalidade jurídica de animais, mas desde 2009, o Tratado de Lisboa reconhece animais como 'seres sencientes' em políticas de bem-estar. A iniciativa espanhola pode influenciar diretivas europeias, mas por enquanto cada estado-membro decide. Portugal pode ser pressionado a acompanhar a Espanha para harmonizar direitos.
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