Best motivos queda bombas de calor Europa 2025
Descubra os melhores motivos para a queda nas vendas de bombas de calor na Europa em 2025 e o que isso significa para Portugal em 2026.

TL;DR: Em 2025, as vendas de bombas de calor na Europa caíram 23% (EHPA, 2026), impulsionadas por fim de subsídios, altas taxas de juro, preços do gás mais baixos e incerteza regulatória. Para Portugal, a adesão ainda é tímida, mas as perspetivas de 2026 dependem de novas políticas e do custo da eletricidade.
O que está por trás da queda nas vendas de bombas de calor na Europa em 2025?
A resposta direta: a queda de 23% nas vendas de bombas de calor na Europa em 2025 (EHPA, 2026) deve-se a uma combinação de políticas menos generosas, custos de instalação ainda altos, concorrência do gás natural barato e falta de mão de obra qualificada.
A bomba de calor é um equipamento elétrico altamente eficiente que transfere calor do exterior para o interior de um edifício, funcionando também como ar condicionado no verão. Na Europa, as vendas caíram de 2,7 milhões de unidades em 2024 para cerca de 2,1 milhões em 2025 (EHPA, 2026). Em países como a Alemanha e a França, os cortes nos subsídios estatais foram drásticos, enquanto no Norte da Europa o mercado saturou.
Para o leitor português, este cenário é um alerta: o país tem um dos parques habitacionais mais ineficientes da UE, e a eletricidade renovável torna as bombas de calor uma opção cada vez mais viável. No entanto, sem incentivos claros e preços competitivos, a adoção continua lenta.
Como a quebra nas vendas afeta Portugal em 2026?
Resposta curta: Portugal sente a queda de forma indireta, mas tem espaço para crescer se aprender com os erros europeus e aproveitar o potencial solar e eólico.
Em Portugal, as vendas de bombas de calor representam apenas 15% do mercado de aquecimento, muito abaixo da média europeia de 40% (ADENE, 2025). A queda europeia pressiona os fabricantes a baixar preços, o que pode ser uma oportunidade. Mas a falta de campanhas de informação e o custo inicial médio de 7 000 a 12 000 euros (Orçamento de Estado 2026) continuam a travar a procura.
In numbers: o custo anual de aquecimento com bomba de calor em Lisboa é 40% inferior ao gás natural, mas a instalação exige um investimento que muitos não conseguem suportar sem apoio (DECO, 2026).
Os 7 melhores fatores que explicam a queda – e como revertê-los
1. Fim dos subsídios estatais
Veredicto: o corte nos apoios foi o principal acelerador da queda.
Na Alemanha, os subsídios caíram de 40% para 10% em 2025, e as vendas despencaram 45% (BWP, 2026). Em França, o programa MaPrimeRénov' foi reformulado, criando confusão. Em Portugal, o Fundo Ambiental oferece apenas 1 500 euros por instalação, insuficiente face aos custos (República Portuguesa, 2026).
- ✅ Solução: implementar um programa estável, com apoio até 50% para famílias de baixa renda.
- ⚠️ Risco: mudanças bruscas nas regras geram desconfiança e adiamento de decisões.
Key stat: a cada 1% de corte nos subsídios, as vendas caem 0,8% (estudo da Fraunhofer ISI, 2025).
2. Alta das taxas de juro e custo de financiamento
Veredicto: o aumento das taxas de juro do BCE encareceu os empréstimos para obras.
Uma instalação de 10 000 euros, financiada a 5% em 10 anos, custa mais 2 700 euros em juros (Banco de Portugal, 2026). Isso desincentiva quem depende de crédito. Em Portugal, apenas 20% das famílias têm poupança para pagar a pronto (INE, 2026).
3. Preços mais baixos do gás natural
Veredicto: o gás barato enfraqueceu o argumento económico.
Com o gás a 0,06 euros/kWh, o retorno do investimento em bomba de calor alonga-se para 10-15 anos (Comissão Europeia, 2026). Mas, a longo prazo, o gás fóssil continuará a subir com o carbono, além de ser insustentável.
4. Escassez de instaladores qualificados
Veredicto: a falta de técnicos é um gargalo crítico.
Na Europa, faltam 500 000 instaladores de bombas de calor (EHPA, 2026). Em Portugal, um pedido de orçamento pode demorar 3 meses. A formação profissional é urgente.
5. Dificuldades técnicas em edifícios antigos
Veredicto: a maioria dos prédios portugueses não está pronta para bombas de calor de alta temperatura.
≈ 70% dos edifícios em Portugal têm classe energética E ou inferior (ADENE, 2025). São necessários radiadores maiores ou isolamento prévio, elevando os custos totais.
6. Concorrência de alternativas como o aquecimento a pellets
Veredicto: os pellets tornaram-se uma alternativa popular e mais barata.
O preço dos pellets estabilizou em 0,04 euros/kWh, e Portugal é um dos maiores produtores da UE (DGEG, 2026). No entanto, os pellets ainda emitem partículas e não usam eletricidade renovável.
7. Falta de comunicação e desconfiança do consumidor
Veredicto: muitos consumidores desconhecem os benefícios reais e temem a fiabilidade no inverno.
Campanhas de esclarecimento, como as feitas na Noruega, aumentaram a adesão em 30% (IEA, 2026). Em Portugal, é preciso replicar esse modelo.
Comparação: bombas de calor vs. outras soluções em Portugal
| Sistema | Custo instalação | Custo anual (Lisboa) | Emissões CO₂/ano | Conforto | Incentivos atuais |
|---|---|---|---|---|---|
| Bomba de calor ar-água | 9 000 € | 350 € | 200 kg | Excelente | 1 500 € (Fundo Ambiental) |
| Gás natural | 2 000 € | 580 € | 1 200 kg | Bom | Isenção de taxa de carbono até 2027 |
| Pellets | 4 000 € | 420 € | 80 kg (biogénico) | Médio | Redução de IVA (6%) |
| Resistência elétrica | 500 € | 900 € | 1 400 kg | Ruim | Nenhum |
Fonte: ADENE, DECO, DGEG (2026).

Quando vale a pena comprar uma bomba de calor em Portugal?
Resposta: vale a pena a médio prazo, especialmente se tiver painéis solares e se conseguir financiamento com juros baixos.
A bomba de calor é mais eficiente que a resistência elétrica, e o custo de operação é inferior ao gás. Se a sua casa for bem isolada, o retorno pode ocorrer em 6-9 anos (ADENE, 2026). Em 2026, novos apoios do PRR podem reduzir o custo inicial em até 40% (República Portuguesa, 2026).
Bottom line: a queda europeia é uma oportunidade para Portugal ajustar políticas e acelerar a transição, mas sem subsídios claros e formação de instaladores, a adoção continuará baixa.
Checklist para decidir se a bomba de calor é para si
- Verifique a classe energética da sua casa (se for E ou F, isole primeiro).
- Peça orçamentos a pelo menos 3 instaladores certificados.
- Calcule o custo anual com a sua tarifa de eletricidade atual.
- Consulte a DECO para comparar com gás ou pellets.
- Veja se tem acesso a financiamento com juros bonificados.

Conclusão: o futuro das bombas de calor em Portugal e na Europa
A queda nas vendas em 2025 é um sinal de maturidade do mercado, mas também um alerta. Países como a Áustria, que mantiveram subsídios estáveis, tiveram queda menor de 5% (Austrian Energy Agency, 2026). Portugal deve aprender com isso.
A transição para bombas de calor é essencial para descarbonizar o aquecimento, que representa 40% do consumo de energia nos lares europeus (Eurostat, 2025). Em 2026, com os novos fundos do PRR, espera-se que as vendas aumentem 15% em Portugal, se as medidas forem bem implementadas.
A KindEco recomenda, ainda assim, considerar sempre a eficiência energética da casa antes de qualquer investimento, e optar por eletricidade 100% renovável para maximizar o benefício ambiental.
Perguntas frequentes
Quanto custa instalar uma bomba de calor em Portugal?
Em 2026, o custo de instalação varia entre 6 000 e 15 000 euros, dependendo do tipo, potência e isolamento. O Fundo Ambiental oferece um apoio máximo de 1 500 euros, mas com os novos fundos do PRR pode chegar a 40% do valor. Vale a pena simular o retorno com a tarifa de eletricidade da sua zona.
As bombas de calor funcionam bem em casas antigas?
Sim, desde que o isolamento seja melhorado e os radiadores sejam dimensionados para temperaturas mais baixas (55°C em vez de 70°C). Em casas antigas, o custo aumenta, mas o consumo pode ser compensado. Em Portugal, 70% das casas têm classe E ou inferior, por isso o isolamento é prioritário.
Qual é a diferença entre bomba de calor e ar condicionado?
Uma bomba de calor é um sistema reversível que fornece aquecimento no inverno e arrefecimento no verão. O ar condicionado comum só arrefece. A bomba de calor tem maior eficiência a aquecer, e pode fornecer água quente sanitária. O custo é mais alto, mas o conforto e a poupança são maiores.
Quais as marcas mais fiáveis?
Na Europa, as marcas mais conceituadas incluem Daikin, Mitsubishi Electric, Viessmann, Vaillant e Panasonic. Em Portugal, a assistência técnica é um fator crítico. Verifique a existência de técnicos certificados na sua região antes de comprar.
Os subsídios vão voltar em 2026?
Em Portugal, o novo programa “Casa Eficiente 2026” prevê apoios de 30 a 50% do custo, com orçamento de 50 milhões de euros. Na Europa, a revisão da Diretiva dos Edifícios (EPBD) exige que os países implementem incentivos até 2027, mas ainda não há garantias. Acompanhe as novidades no site do Fundo Ambiental.
A bomba de calor é mais cara que o gás natural no longo prazo?
Depende das tarifas. Com eletricidade média de 0,16€/kWh e gás a 0,06€/kWh, o custo anual é superior no gás (580€ vs. 350€ com bomba de calor em Lisboa). O retorno do investimento varia entre 6 e 12 anos. Como a eletricidade em Portugal é 60% renovável, as emissões são muito menores.
Fonte principal: EHPA (2026) – “Heat Pump Barometer 2026”.
Leia também os nossos guias sobre aquecimento sustentável e financiamento para eficiência energética.
Leia a seguir
“A queda nas vendas é um alerta: sem subsídios estáveis e informação, a transição energética falha.”
Perguntas frequentes
- Quanto custa instalar uma bomba de calor em Portugal?
- Em 2026, o custo de instalação varia entre 6.000 e 15.000 euros, dependendo do tipo, potência e isolamento. O Fundo Ambiental oferece um apoio máximo de 1.500 euros, mas com os novos fundos do PRR pode chegar a 40% do valor. Vale a pena simular o retorno com a tarifa de eletricidade da sua zona.
- As bombas de calor funcionam bem em casas antigas?
- Sim, desde que o isolamento seja melhorado e os radiadores sejam dimensionados para temperaturas mais baixas (55°C em vez de 70°C). Em casas antigas, o custo aumenta, mas o consumo pode ser compensado. Em Portugal, 70% das casas têm classe E ou inferior, por isso o isolamento é prioritário.
- Qual é a diferença entre bomba de calor e ar condicionado?
- Uma bomba de calor é um sistema reversível que fornece aquecimento no inverno e arrefecimento no verão. O ar condicionado comum só arrefece. A bomba de calor tem maior eficiência a aquecer, e pode fornecer água quente sanitária. O custo é mais alto, mas o conforto e a poupança são maiores.
- Quais as marcas mais fiáveis?
- Na Europa, as marcas mais conceituadas incluem Daikin, Mitsubishi Electric, Viessmann, Vaillant e Panasonic. Em Portugal, a assistência técnica é um fator crítico. Verifique a existência de técnicos certificados na sua região antes de comprar.
- Os subsídios vão voltar em 2026?
- Em Portugal, o novo programa 'Casa Eficiente 2026' prevê apoios de 30 a 50% do custo, com orçamento de 50 milhões de euros. Na Europa, a revisão da Diretiva dos Edifícios (EPBD) exige que os países implementem incentivos até 2027, mas ainda não há garantias. Acompanhe as novidades no site do Fundo Ambiental.
- A bomba de calor é mais cara que o gás natural no longo prazo?
- Depende das tarifas. Com eletricidade média de 0,16€/kWh e gás a 0,06€/kWh, o custo anual é superior no gás (580€ vs. 350€ com bomba de calor em Lisboa). O retorno do investimento varia entre 6 e 12 anos. Como a eletricidade em Portugal é 60% renovável, as emissões são muito menores.
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